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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Sementes da Chapada encerra suas atividades

O projeto Sementes da Chapada encerra suas atividades com um festejo e lançamento do vídeo e da cartilha Diversidade no Quilombo, produzidos durante o projeto. Dia 17/07, domingo às 17 horas, na comunidade Bananal, celebraremos à nossa biodiversidade, rememorando e compartilhando saberes tão preciosos de se preservar.
Realizado pelo Instituto de Permacultura da Bahia, o Projeto “Sementes da Chapada: o saber dos quilombolas na preservação da agrobiodiversidade”, contemplado no Edital Chamada Pública n. 1/2012, Mapeamento, Documentação e Apoio ao Patrimônio Cultural Imaterial, tem o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN

domingo, 6 de julho de 2014

IPB e Canteiros Coletivos celebram fim das atividades do Formação Cidadã


Foto: Leila Aquino
Dez meses de muitos plantios, pinturas, vídeos tutoriais, trocas de saberes, novas amizades e um contato cada vez mais íntimo com os espaços públicos de Salvador. O projeto Formação Cidadã, desenvolvido pelo Movimento Canteiros Coletivos em conjunto com o Instituto de Permacultura da Bahia (IPB) e com apoio do Oi Futuro, encerrou as atividades no início de junho com uma atmosfera de alegria e afetividade nos espaços do Parque Solar Boa Vista, no bairro do Engenho Velho de Brotas, e da comunidade do Gantois, na Federação. Nestes dois lugares foram desenvolvidas práticas de arte urbana, ecologia, jardinagem e comunicação envolvendo mais de 300 participantes e 145 voluntários universitários de setembro de 2013 a junho deste ano.

O fim do projeto foi celebrado com ocupações culturais envolvendo o grupo de meditação Arte de Viver, artesãos, apresentações de karatê e dança flamenca, o conjunto musical Bonde da Sonora (que realiza intervenções no Largo dos Aflitos), intervenção urbana de uma galera do Espírito Santo (que pendurou um balanço em um árvore centenária do Solar), bába no Gantois, a performance artístico-musical Tons Atonais, de Thiago Nazareth e Anderson Petti, além da parceria do Cine Teatro Solar Boa Vista, que sempre contribuiu com sua estrutura, do Coletivo Jota, que levou ao parque um grupo de hip hop, do GRID – Plantando Arte, do Curiar – Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo da UFBA, e da Associação de Moradores da Rua Treze, do Gantois.

Toda essa costura de arte, meditação, mobilização e encontros é resultado da mais importante missão deste projeto: mostrar aos moradores de Salvador que os espaços públicos têm um potencial imenso para o convívio social com paz, cultura e lazer, mas que cada um de nós tem um papel fundamental no ato de tornar estes lugares prazerosos, bem cuidados e dignos de ser utilizados.

A equipe do projeto Formação Cidadã, em nome dos Canteiros Coletivos e do Instituto de Permacultura da Bahia (IPB), agradece imensamente a participação de todos e todas, e convida essa legião de transformadores de áreas públicas a revisitar os locais das oficinas, convidar amigos e familiares a conhecer o que foi desenvolvido e, principalmente, a continuar plantando e levando arte aos canteiros, parques e praças da cidade.
Foto: Leila Aquino


Formalmente, finalizamos um lindo projeto, conquistado graças à determinação de muita gente que acredita na gestão participativa da cidade, mas continuamos a sair por aí, com novas intervenções urbanas, sempre dispostos a contagiar mais e mais formiguinhas que contribuam para o bem viver da capital soteropolitana.

A partir deste Portal, que é um legado do projeto Formação Cidadã, novos encontros e ações serão divulgados, e um mapa de gestores cidadãos de áreas públicas verdes urbanas aos poucos vai se formar em um mapa interativo. Aqui você também vai conhecer novas histórias de ocupações da cidade, experiências, vídeos e dicas de plantio e arte.

Precisamos de verde, precisamos ocupar nossos espaços. O que menos precisamos agora é perder o pouco verde que nos resta.

#planteárvores

terça-feira, 20 de maio de 2014

Encerramento do Projeto Formação Cidadã e Portal dos Canteiros Coletivos


Participe duas lindas ocupações culturais comunitárias do espaço público no encerramento do projeto Formação Cidadã e Portal dos Canteiros Coletivos!

Dia 7 de junho, no Solar! Com feirinha de artesanato, ioga, apresentação de karatê e de flamenco, performance de música e pintura e feijuca liberada!

Dia 8 de junho, no Gantois! Com passeio sensorial, baba no campinho, performance de música e pintura e comidinha liberada!

O projeto Formação Cidadã é uma correalização do Instituto de Permacultura da Bahia (IPB) com o Movimento Canteiros Coletivos e apoio do Oi Futuro.


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Viveiro Escola: criando vida e educando para o reflorestamento da Caatinga


A manhã do sábado, 10 de maio, foi um marco para o Projeto Águas do Jacuípe, com a Inauguração do Viveiro Escola e da Casa de Sementes na área da Associação Comunitária de Cruz de Alma, consolidando mais um espaço de educação ambiental no município de Várzea da Roça-BA. De acordo com Dirce Almeida, coordenadora do projeto,  a parceria do projeto com a referida associação ajudou a tornar realidade um sonho dos associados de restaurar a vegetação nativa da Caatinga no município através do reflorestamento, por isso mesmo esse encontro tem produzido bons frutos. Outro aspecto importante para a escolha da localização do Viveiro Escola é o fato da maioria das nascentes do Riacho do Urubu localizam-se próximo à Comunidade Cruz de Alma.
A Caatinga é um dos biomas brasileiros mais degradados, sobretudo pelo aumento da criação de gado e exploração madereira, um dos focos do Águas do Jacuípe é o reflorestamento através da criação de agroflorestas que transformarão a paisagem local, “é preciso produzir e plantar mais árvores nessa caatinga, nesse município, porque as áreas estão muito degradadas e as beiras dos rios estão sem vegetação árborea” ressalta Renata Rangel, assessora pedagógica do Águas do Jacuípe.
Para Leonarda Lopes, jovem estagiária do Águas do Jacuípe, o viveiro tem importância didática e de reconexão com a natureza para a juventude local, “porque tem muitos jovens que não conhecem várias árvores de nossa região e o Viveiro Escola está proporcionando isso, porque os jovens podem vir e ver os tipos de mudas, as plantas e aí podem passar a conhecer mais”. Na ocasião foram entregues os certificados do Curso de Produção de Mudas e Viveiros, realizado pelo projeto no final de 2013. 

Ao lado do Viveiro foi construida uma Casa de Sementes, onde funciona um banco de sementes crioulas e nativas.  Segundo Gerivaldo Santana, técnico do Águas do Jacuípe, o banco de sementes é algo que pode ser replicado em outras comunidades e assim garantir a perpetuação das espécies nativas, “estamos focando apenas nas sementes nativas daqui da nossa região, podemos encontrar Ipês que aqui conhecemos como Pau D´arco, a Aroeira, a Baraúna, o Cedro Branco, a Quixabeira e o Juá que são plantas encontradas nas beiras dos riachos".
O Projeto Águas do Jacuípe é realizado pelo Instituto de Permacultura da Bahia – Núcleo Sertão, com patrocínio da Petrobras e parceria da UNAVAR - União das Associações de Várzea da Roça, STTR - Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Várzea da Roça, CODES - Conselho Regional de Desenvolvimento Rural Sustentável da Bacia do Jacuípe, Prefeitura Municipal de Várzea da Roça, Associação Comunitária de Lagoa da Preta e Capoeira do Milho e Associação Comunitária de Cruz de Alma.
Link para o álbum de fotos do facebook

terça-feira, 13 de maio de 2014

"Ainda há Tempo" um cordel de Welinton Rios

Durante a Inauguração do Viveiro-Escola (10/05) tivemos o privilégio de ouvir um jovem talento do cordel de Várzea da Roça, Welinton Rios, estagiário do Projeto Águas do Jacuípe, nos escreve sobre a preservação do meio-ambiente e a convivência com o semiárido.



Ainda há Tempo - Welinton Rios


Meus amigos e amigas
Agora vamos parar
Para esta simples historia
Todos juntos escutar
E depois de ter ouvido
Nesta historia pensar

No nordeste brasileiro
Em certa comunidade
Tinha dois agricultores
De diferentes realidades
Cada um fazia de um jeito
Em cada propriedade

E ali um grande riacho
Cortava aquele terreno,
Um matava, destruía,
Queimava e punha veneno,
Pro outro fazer o mesmo
Ainda vivia dizendo.

O outro mais consciente
Já pensava diferente
Se eu fizer desse jeito
A terra fica doente
E ainda mato o riacho
Que do rio é um afluente

E o vizinho dizia:
-que nada meu companheiro
A gente vende a lenha
E logo pega o dinheiro
E para o gado de leite
O capim sai mais ligeiro

E então o consciente
Logo, logo retrucava
Se dinheiro fosse bom
Sei que a gente não gastava
E acabando de pegar
Para os outros entregava,

Sei que eu preciso dele
Mais não tenho ambição
E no meio ambiente
Não causo a degradação

Só para poder dizer
Que tenho dinheiro em mão
Meu terreno mim sustenta
Então dele vou zelar
Criando minhas cabrinhas
Pra poder se sustentar
As abelhas e as galinhas
É pra quando apertar

Vivo assim deste jeito
Sem passar necessidade
E lá na minha mesa
O alimento é de qualidade
E ainda abasteço
Famílias lá da cidade

Agora te aconselho
Pra que tenhamos esperança
Faça como estou fazendo
E teremos uma mudança
O mundo será melhor
Pra quem hoje é criança.

E se você já desmatou,
Mas agora quer mudar
Mas não sabe o que fazer
Eu posso te ajudar
Você vai se arrepender
Se pra mais tarde deixar
Então o ambicioso
Enfureceu No momento
E disse para vizinho
Tu ta és enlouquecendo,
O que vou ganhar com isso
Se floresta eu não vendo

E então o consciente
Disse com muito carinho
Rapaz eu te aconselho
A seguir o meu caminho
Mas já que você não quer
Faço minha parte sozinho

E então como de costume
Veio à seca assolando
E a coisa no nordeste
Cada dia ia piorando
E aquele consciente
Ninguém via reclamando

Em sua casa tinha de tudo
Mas não trazia da cidade
Assim a gente contando
Nem parece que é verdade
Mas se a gente preservar
Tudo vira realidade
Então o povo sofrido
Que vivia na região
Olhando aquele exemplo
Daquele grande campeão
Dizia agora eu mudo
Essa é a solução

Mas logo a seca passava
E vinha grande bonança
O povo se acomodava
E saia da lembrança
E pra depois de outra seca
Logo ficava a mudança

Os anos iam passando
E o povo a desmatar
E a beira do riacho
Começou assorear
Pois arvores já não tinha
Para a terra sustentar

A terra enfraqueceu
Porque foi muito queimada
A cobertura que tinha
Foi embora na enxurrada
E o povo ia plantando
E a terra não dava nada
O povo arrependido
E querendo uma mudança
Olhando a situação
Quase perdendo a esperança
Lembrando do velho tempo
Que tudo era bonança

Mas pelo leite derramado
Não tem mas como chorar,
Agora tem de se unir
Pra poder tentar mudar
E aquilo que se perdeu
Pouco a pouco recuperar

Essa historia foi tão triste
Por falta de compreensão
Então vamos abrir os olhos
Aqui em nossa região
Estamos neste caminho
Mas nos temos solução

E agora enquanto é cedo
Vamos o meio preservar
E o que foi destruído
Aos poucos recuperar
E aqui temos o projeto águas
Pronto pra nos ajudar



sábado, 22 de março de 2014

Sementes da Chapada realiza intercâmbio


Nos dias 22, 23 e 24 de março de 2014, agricultores e agricultoras familiares e jovens da Comunidade Quilombola de Barra e Bananal, Rio de Contas/BA, participam do Intercâmbio para Cafarnaum/BA, uma atividade do projeto Sementes da Chapada: o saber dos quilombolas na preservação da agrobiodiversidade. O objetivo é conhecer experiências e trocar conhecimentos sobre agricultura de base ecológica e suas estratégias de convivência com a seca, assim como o manejo do solo e da água, plantios diversificados, biodiversidade, criação de abelhas (com e sem ferrão), entre outros. Um dia será destinado às atividades na propriedade do agricultor familiar Jurandi Anunciação de Oliveira. Jurandi é também um policultor, guardião de sementes e um semeador de boas idéias e práticas que buscam um conviver harmonioso com a terra e com o semiárido há mais de 10 anos.  E outro dia será visitado a Associação de Policultores de Cafarnaum/BA para conhecer suas experiências e sua organização. Esta atividade é realizada pelo Núcleo Chapada/Rio de Contas/BA no âmbito do Projeto Sementes da Chapada: o saber dos quilombolas na preservação da agrobiodiversidade, Convênio 777041/2012, com o apoio do IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Diálogo de Saberes Populares e a Agrobiodiversidade Quilombola


foto: Gláucia Soares

A Associação dos Artífices Riocontenses foi o cenário do Diálogo de Saberes Populares na manhã do dia 18/02, um encontro que reuniu diversos atores da sociedade civil com o objetivo de compartilhar e valorizar saberes ligados a biodiversidade local, sobretudo da comunidade quilombola de Barra, Bananal e Riacho das Pedras, do município de Rio de Contas - BA.

Essa também foi uma oportunidade de apresentar alguns resultados do Projeto Sementes da Chapada: o saber dos Quilombolas na preservação da agrobiodiversidade, coordenado por Maura Pezzato e Catarina Camargo, realizado pelo Núcleo Chapada do Instituto de Permacultura da Bahia com apoio do IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
foto: Gláucia Soares

“Valorizar e perceber o quanto a população negra contribuiu e contribui na construção do que é a cultura brasileira e além disso, fazer essa ponte entre o conhecimento antigo e tradicional, com o saber das novas gerações é muito importante”, ressaltou a Maria Paula Adinolfi, técnica IPHAN.

Contemplado pelo Programa Nacional de Patrimônio Imaterial, o Sementes da Chapada vem trabalhando com o registro da cultura quilombola, a maneira como preservaram ao longo do tempo diferente espécies e variedades de alimentos. “O resgate do conhecimento da comunidade a partir das sementes, contando a história dos quilombolas, mostra que a semente é a parte material que liga esses saberes”, Caio Tatamiya – ASAMIL – Associação do Semiárido da Microregião de Livramento.

foto: Gláucia Soares
Estiveram expostos produtos da agricultura familiar cultivados pela comunidade, materiais e ferramentas de trabalho utilizadas hoje e no passado, como por exemplo, o fuso de fiar algodão, a buraca que é um baú de couro, entre outros utensílios. O encontro também contou com a exposição de sementes  coletadas durante as visitas aos quintais, prova da grande diversidade ainda existente. No lanche foram degustadas tortas, bolos, sequilhos, beiju com paçoca de pequi e diversos sabores de sucos de frutas, todos feitos pela comunidade.

foto: Gláucia Soares
“A memória é um baú de achados e perdidos, e o projeto Sementes da Chapada, Maura e Catarina, vieram e reviraram esse baú e veja quanta coisa achamos aqui, como a nossa cultura é rica! Lembro do meu tempo em que não tinha merenda escolar, saíamos no terreno e comíamos os frutos que tinham como macaca e jatobá, muitas crianças não conhecem esses frutos, então é muito importante os jovens reconhecerem e valorizarem a nossa cultura”, ressaltou a professora quilombola, Juliana Maria dos Santos.

foto: Gláucia Soares
Esse Projeto foi contemplado no Edital Chamada Pública nº 01/2012 - Mapeamento, Documentação e Apoio ao Patrimônio Cultural Imaterial, realizado pelo DPI – Departamento de Patrimônio Imaterial do IPHAN.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Projeto Formação Cidadã oferece oficinas gratuitas de jardinagem, ecologia e arte urbana em Salvador

A partir de março, as comunidades do Engenho Velho de Brotas e do Gantois têm acesso à segunda fase de oficinas gratuitas, de cinco meses, em áreas verdes de seus bairros, como parte do projeto Formação Cidadã e Portal dos Canteiros Coletivos

Salvador, 6 de fevereiro de 2014 – Estão abertas até 15 de fevereiro as inscrições online para a segunda fase de oficinas gratuitas de Jardinagem, Ecologia e Arte Urbana nos bairros do Engenho Velho de Brotas e do Gantois, na capital baiana, com duração de cinco meses. O objetivo é possibilitar a moradores, comerciantes e lideranças uma nova relação com o espaço público e instigá-los a se compreender também como gestores das áreas verdes de seus bairros.
A iniciativa faz parte do projeto Formação Cidadã e Portal dos Canteiros Coletivos, criado pelo movimento Canteiros Coletivos em parceria com o Instituto de Permacultura da Bahia (IPB), com apoio do Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi, por meio do programa Oi Novos Brasis.
Com um ano de duração, a proposta do projeto é dar continuidade à recuperação das áreas verdes iniciada em julho de 2012 pelo movimento Canteiros Coletivos, em parceria com instituições e moradores desses espaços. Além disso, a iniciativa  criou o Portal dos Canteiros Coletivos (www.canteiroscoletivos.com.br), um espaço virtual de trocas de experiências reais entre gestores e cidadãos de áreas públicas verdes urbanas.

Nova fase de oficinas e voluntariado

Iniciada em setembro, a primeira etapa do projeto, que se encerra em meados de fevereiro, já contou até agora com a participação de 150 educandos nas três oficinas, que proporcionaram aulas teóricas e práticas de jardinagem e paisagismo (técnicas de plantio e poda, plantas adequadas para áreas urbanas, cuidados com o solo, plantas floridas e frutíferas e reprodução de mudas), de ecologia (hortas urbanas, plantas alimentícias em áreas urbanas, espiral de ervas, plantio de sementes) e de arte urbana (pintura de muros e painéis com técnica mista de tinta acrílica e grafite e reaproveitamento de objetos descartados).
Na segunda etapa de atividades, que se inicia nos dias 8 e 9 de março, no Solar e no Gantois, respectivamente, o projeto almeja atender novos educandos nas oficinas de jardinagem, ecologia e arte urbana. E continuar com educandos da fase anterior para que repliquem seu aprendizado aos novos participantes.
Outra oficina que faz parte da proposta, iniciada em janeiro de 2014, é a de Tecnologia da Informação e Comunicação & Liderança, com seis meses de duração.  Seu objetivo é fazer com que os próprios alunos do projeto registrem experiências na recuperação de áreas públicas no Portal, incluindo noções de produção de textos, fotos, vídeos e podcasts - captados através de aparelhos smartphones conectados à internet.
Além de contar com alunos selecionados em cada comunidade, a cada novo fim de semana de oficinas são abertas no Portal inscrições para voluntariado universitário. “A ideia é fazer com que alunos de diversos cursos experimentem seus aprendizados além dos muros da universidade”, afirma Débora Didonê, coordenadora do projeto.
A ficha de inscrição online pode ser encontrada em www.canteiroscoletivos.com.br. Para mais informações, escreva para contato@canteiroscoletivos.com.br.

Sobre os Canteiros Coletivos

O movimento Canteiros Coletivos é uma iniciativa cidadã, autônoma e apartidária de recuperação de praças e canteiros abandonados da cidade de Salvador. Sua intenção é de mobilizar moradores, comerciantes e usuários de bairros soteropolitanos para a recuperação, a conservação e o bom uso do espaço público, que é um patrimônio de todos.
Um dos principais objetivos do movimento é incentivar a recuperação de áreas urbanas esquecidas através de mutirões de limpeza, plantio e intervenção artística, transformando-as em equipamentos de fruição e geração de renda para comunidades locais. Nos mutirões, cada participante contribui com o que pode: doação de materiais, ferramentas e mudas, caronas solidárias, divulgação das ações, organização do espaço, recepção de novos participantes, registro fotográfico e em vídeo das intervenções.
Intervir no espaço público é uma forma de provocar uma cidadania mais ativa, fazendo com que todos se compreendam como atores essenciais no cuidado das áreas comuns da cidade.

Sobre o IPB

Fundado em 1992 por um grupo de profissionais liberais formados em permacultura por Marsha Hänzi, pioneira nesta prática no Brasil, o Instituto de Permacultura da Bahia (IPB) é uma associação civil de direito privado, sem fins econômicos e lucrativos. Preocupados com a preservação do meio ambiente e interessados em procurar formas de vida mais sustentáveis, seus fundadores tinham o objetivo de disseminar práticas e princípios da permacultura na Bahia e no Brasil.
Em agosto de 2012, o IPB estabeleceu uma parceria com o movimento Canteiros Coletivos para que os conhecimentos da permacultura também atingissem comunidades de áreas urbanas, principalmente no que diz respeito à disseminação de soluções sustentáveis, proporcionando qualidade de vida e convívio harmônico com a natureza, e ao estímulo e desenvolvimento do pleno exercício da cidadania por meio da educação e da educação ambiental, para melhorar a qualidade de vida da população.

Sobre o Oi Futuro

O Oi Futuro é o instituto de responsabilidade social da Oi, que emprega novas tecnologias de comunicação e informação no desenvolvimento de projetos de educação, cultura, esporte, meio ambiente e desenvolvimento social. Desde 2001, suas ações visam democratizar o acesso ao conhecimento e reduzir distâncias geográficas e sociais, com especial atenção à população jovem.
Em 2013, o instituto aprovou através do edital Oi Novos Brasis o projeto Formação Cidadã e Portal dos Canteiros Coletivos, elaborado conjuntamente pelo movimento Canteiros Coletivos e o Instituto de Permacultura da Bahia (IPB), que decidiram se envolver mais profundamente com as comunidades do entorno dos espaços do Parque Solar Boa Vista e da comunidade do Gantois, provocando-as a tomar para si a responsabilidade de manter as áreas verdes e bem cuidadas.
A ideia é potencializar as ações nas duas comunidades, instrumentalizando-as com tecnologias sociais que permitam a manutenção das áreas verdes, as intervenções artísticas e o uso mais sustentável do espaço público em seus bairros, além comunicar e disseminar suas intervenções, gerando conteúdo online que ajude a mobilizar moradores, outras comunidades e atores interessados em reaplicar as experiências.

CONTATO:
Débora Didonê
Coordenadora do Projeto Formação Cidadã e Portal dos Canteiros Coletivos
(71) 9148-5663 - contato@canteiroscoletivos.com.br

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Núcleo Sertão realiza III Módulo do Curso de Produção de Mudas



Foto: Beto Oliveira
No dia 30 de novembro ocorreu o terceiro e último Módulo do Curso de Produção de Mudas, tratando do tema: Produção de Mudas e Viveiros. A atividade aconteceu na sede da Associação Comunitária de Lagoa da Preta e Capoeira do Milho, onde se reuniram 30 jovens, dos povoados de Várzea do Meio e Cruz de Almas e das Comunidades de Tanque de Dentro e Capoeira do Milho. 
Foto: Beto Oliveira
Foto: Beto Oliveira
Durante o curso foram tratados de temas como: construção e funcionamento de viveiros, materiais e técnicas para produção de mudas. Além da parte teórica foram realizadas duas práticas sobre produção de mudas: a construção de dois canteiros sombreados, para armazenar mudas, o preparo de substrato e enchimento de saquinhos para produção de mudas de mulungu, tambori, barriguda, braúna, carrancudo e pau ferro.

Foto: Beto Oliveira
Após as práticas todos voltaram para a sala, onde foi realizada uma avaliação do módulo e feitos alguns encaminhamentos relacionados à continuidade das atividades, sendo acertado com os jovens a realização de um mutirão de coleta de sementes dia 11/12. Também foi acertada a mobilização da juventude para os mutirões de plantio que ocorrerão nas áreas de margens do Rio Camizãozinho e Riacho do Urubu.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Núcleo Sertão realiza oficina de Educomunicação


Foto: Gerivaldo Santana
Estimular o uso de ferramentas comunicativas para transmitir conteúdos educativos contextualizados com a realidade local, foi o objetivo da Oficina de Educomunicação realizada dia 20/10/13, pelo Núcleo Sertão do Instituto de Permacultura da Bahia, em Várzea da Roça.
A oficina de educom com ênfase em rádio foi conduzida pelo radialista André Souza, assessoria de comunicação do IPB, com o intuito de aproximar a linguagem radiofônica das atividades diárias dos jovens estagiários e técnicos dos projetos.
Foram trabalhadas técnicas de locução, oratória, improvisação, expressão e escrita criativa, ao final foram produzidos spots radiofônicos, com ajuda de uma programa gratuito de gravação e edição de áudio, AUDACITY (tutorial de uso).
Foto: Mati Chai
Os spots servirão para sensibilização e mobilização da comunidade local a respeito das temáticas dos projetos. Águas do Jacuípe com foco em SAFs Sistemas Agroflorestais, Mata Ciliar e Educação Ambiental e do Mulheres Organizadas: Um desejo, Nossa Ação! com foco em Economia Solidária, Feminismo e Agroecologia. Em breve publicaremos aqui os spots.
Na Bahia a Educomunicação Socioambiental é uma política pública, presente na lei de educação ambiental.
Mais link sobre Educomunicação socioambiental.