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quinta-feira, 25 de julho de 2024

Permacultura Brasileira: Um Olhar Decolonial, Periférico e Feminista


Hoje, enquanto celebramos o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e homenageamos a coragem de Tereza de Benguela, é oportuno refletir sobre como a permacultura brasileira pode se tornar mais inclusiva, consciente e transformadora. Afinal, a permacultura não é apenas sobre técnicas agrícolas ou design de espaços; é um convite para repensarmos nossa relação com a terra, com os outros seres vivos e com nós mesmos.

Decolonizando a Permacultura

A permacultura, em sua essência, busca harmonia e sustentabilidade. No entanto, muitas vezes, suas práticas e conceitos são moldados por uma perspectiva eurocêntrica, ignorando saberes ancestrais e as vozes das comunidades marginalizadas. Para uma permacultura brasileira verdadeiramente transformadora, precisamos descolonizar nosso pensamento e prática:

  1. Desaprendendo e Reaprendendo: Vamos questionar os padrões impostos, aprender e abrir espaços para as culturas indígenas e quilombolas. Suas relações com a terra são profundamente enraizadas, e seus conhecimentos sobre agroflorestas, manejo de água e biodiversidade são inestimáveis.

  2. Valorizando a Diversidade: A permacultura deve ser um espaço acolhedor para todas as vozes. Isso significa ouvir e aprender com as mulheres, as mulheres negras, as comunidades LGBTQIA+ e os povos tradicionais. Suas experiências e saberes são fundamentais para uma permacultura mais rica e resiliente e sem eles no pensar e fazer a permacultura é incompleta, parcial.

O Olhar Periférico

A permacultura brasileira não pode ignorar as realidades das periferias urbanas e rurais. Aqui estão algumas maneiras de incorporar um olhar periférico:

  1. Espaços Urbanos: Nas cidades, a permacultura pode transformar terrenos baldios em hortas comunitárias, criar sistemas de captação de água da chuva em favelas e promover a educação ambiental em escolas públicas e formar jovens em permacultura para que eles criem a partir de suas histórias.

  2. Acesso à Terra: Muitas comunidades periféricas enfrentam dificuldades para acessar a terra. A permacultura deve lutar por reforma agrária e pela democratização do acesso aos recursos naturais.

Feminismo na Permacultura

As mulheres têm sido pilares da sustentabilidade e da resistência. Aqui está como o feminismo pode fortalecer a permacultura:

  1. Equidade de Gênero: A permacultura deve garantir que as mulheres tenham igualdade de oportunidades e voz nas decisões. Isso inclui reconhecer o trabalho invisível das mulheres nos sistemas alimentares, o cuidado é feminino e o formar e falar sobre cuidado é do campo feminino.

  2. Conexão com o Corpo e a Terra: O feminismo nos lembra da importância da conexão com nosso corpo e com a terra. A permacultura pode ser um espaço para essa reconexão, valorizando a intuição e a sensibilidade.


Neste Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebremos não apenas com palavras, mas com ações concretas. Que a permacultura brasileira seja um terreno fértil para a justiça social, a diversidade e a cura da terra e de nossos corações. 🌱🌍💚 .

quarta-feira, 4 de junho de 2014

"Mulheres Organizadas" realiza reunião do PMA

O projeto Mulheres Organizadas: Um desejo, nossa Ação – realizou a Reunião de Planejamento, Monitoramento e Avaliação, que ocorreu no STTR - Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Quixabeira, dia 03 de junho. A coordenadora Joilma Rios ressaltou a importância desses momentos em que podemos discutir e aprofundar o impacto que as ações das Mulheres Organizadas tem nos municípios de Várzea da Roça e Quixabeira. “Esses momentos de planejamento e avaliação nos ajudam a redefinir caminhos e melhorar a nossa atuação”, afirma Joilma.
Foram repassadas as atividades realizadas durantes os últimos 6 meses, tais como acompanhamento da execução do PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar em Várzea da Roça e Quixabeira, a participação e intercâmbios  durante a Caravana Agroecológica e Cultural da Bahia e o III ENA – Encontro Nacional de Agroecologia, com a a participação das agricultoras. 

Outra atividade que foi avaliada como bastante positiva foi a Oficina de Saúde e Alimentação Nutricional. “Surgiram muitos debates a respeito da soberania alimentar, sobre o que é comer bem, sobre a gestão das sementes e da produção orgânica e o uso de agrotóxicos", relembra Julia Scaglioni assessora técnica do projeto.

O PMA é uma oportunidade para que as Mulheres Organizadas se aproximem das instituições parceiras, focando no desenvolvimento e fortalecimento da rede de mulheres camponesas na Bacia do Jacuípe. Participaram do encontro representantes das Prefeituras e dos STTRs – Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Várzea da Roça e Quixabeira, da UNAVAR – União das Associações de Várzea da Roça, da AMTQ – Associação de Mulheres Trabalhadoras de Quixabeira, contou também com a participação de técnicos da SETRE – Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado da Bahia.

Mulheres Organizadas: Um Desejo, Nossa Ação! É realizado pelo Instituto de Permacultura da Bahia - Núcleo Sertão, com o apoio da SETRE, através do Programa Vida Melhor.





quarta-feira, 12 de março de 2014

Comemoração do dia 8 de Março em Várzea da Roça

Foi no domingo 9 de março que foi realizada a comemoração do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais para o Dia Internacional da Mulher em Várzea da Roça. Houve várias palestras sobre o tema das políticas públicas para mulheres. O Projeto Mulheres Organizadas: Um Desejo, Nossa Ação participou apresentando um poema sob a forma de jogral. Além disso, foi convidado pelo IPB o Levante Popular da Juventude para fazer apresentações culturais com teatro e músicas. O evento juntou um público variado e numeroso.

Vejam o links do álbum:  

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.225058007687263.1073741835.159623827564015&type=1

Comemoração do 8 de Março em Quixabeira


O evento da AMTQ- Associação das Mulheres Trabalhadoras de Quixabeira e o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais em Comemoração ao Dia Internacional da Mulher fez sucesso e juntou umas 500 pessoas na tarde do sábado. Para essa ocasião, o projeto Mulheres Organizadas: Um Desejo, Nossa Ação mobilizou umas 60 mulheres e jovens que de Várzea da Roça que se deslocaram até o município de Quixabeira. Após uma primeira parte com mesa redonda e palestras no salão do sindicato, as e os participantes foram para a Praça da Igreja para assistir a programação cultural. Entre outros, houve uma peça de teatro sobre agrotóxicos do Levante Popular da Juventude de Capim Grosso, movimento social articulado pelo projeto. Também houve representações de Cantoria dos povoados de Cruz de Alma (Várzea da Roça) e Ramal (Quixabeira). O Projeto Mulheres Organizadas: Um Desejo, Nossa Ação! também participou apresentando uma curta palestra sobre a valorização do trabalho da mulher na Agricultura Familiar e fazendo um brincadeira de letras chamada de jogral junto com os jovens varzeanos. Enfim o IPB recebeu uma homenagem da Deputada Estadual Neusa Cadore para sua luta pelos direitos da Mulher.


Vejam o link do álbum:
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.224977077695356.1073741834.159623827564015&type=1

quinta-feira, 6 de março de 2014

I Reunião de Articulação Municipal em Quixabeira e Outras Ações do Projeto

Dia produtivo no Projeto Mulheres Organizadas: Um Desejo, Nossa Ação! A equipe completa esteve em Quixabeira nessa terça-feira passada, dia 18 de fevereiro para:

1- Participar das Jornadas Pedagógicas da Secretaria da Educação de Quixabeira. Foi feita uma palestra sobre a importância do papel da Agricultura Familiar na alimentação escolar para a saúde pública e a sustentabilidade local.
2- Discutir na I Reunião de Articulação Municipal a construção da feira agroecológica em Quixabeira, grande desejo de vários produtores e dos grupos de mulheres.
3- Fazer uma intervenção sobre o dia 8 de março, dia internacional da Mulher convidando tod@s a participar das festividade que acontecerão em Quixabeira.
4- Visitar a Escola Família Agrícola-EFA de Jaboticaba, exemplo de longa data em termos de educação contextualizada e que será um dos pontos visitados durante a Caravana Agroecológica e Cultura da Bahia, evento de preparação ao Encontro Nacional de Agroecologia - ENA de Juazeiro em maio de 2014.

Estamos muito felizes de ver o avanço da nossa nossa região acontecendo e isso com a contribuição do nosso projeto!




quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Núcleo Sertão realiza oficina de Educomunicação


Foto: Gerivaldo Santana
Estimular o uso de ferramentas comunicativas para transmitir conteúdos educativos contextualizados com a realidade local, foi o objetivo da Oficina de Educomunicação realizada dia 20/10/13, pelo Núcleo Sertão do Instituto de Permacultura da Bahia, em Várzea da Roça.
A oficina de educom com ênfase em rádio foi conduzida pelo radialista André Souza, assessoria de comunicação do IPB, com o intuito de aproximar a linguagem radiofônica das atividades diárias dos jovens estagiários e técnicos dos projetos.
Foram trabalhadas técnicas de locução, oratória, improvisação, expressão e escrita criativa, ao final foram produzidos spots radiofônicos, com ajuda de uma programa gratuito de gravação e edição de áudio, AUDACITY (tutorial de uso).
Foto: Mati Chai
Os spots servirão para sensibilização e mobilização da comunidade local a respeito das temáticas dos projetos. Águas do Jacuípe com foco em SAFs Sistemas Agroflorestais, Mata Ciliar e Educação Ambiental e do Mulheres Organizadas: Um desejo, Nossa Ação! com foco em Economia Solidária, Feminismo e Agroecologia. Em breve publicaremos aqui os spots.
Na Bahia a Educomunicação Socioambiental é uma política pública, presente na lei de educação ambiental.
Mais link sobre Educomunicação socioambiental.