Mostrando postagens com marcador Permacultura Social. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Permacultura Social. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de abril de 2025

IPB Apresenta Projeto para Fortalecimento da Agricultura Familiar na APA BRJ

Coordenação Colegiada (Luciana Sarno e Marcus Fabricio) representando o IPB na apresentação do projeto - Arquivos IPB 2025

No último dia 23 de abril, o Instituto de Permacultura da Bahia (IPB) deu mais um passo significativo em sua missão de promover a sustentabilidade e a resiliência socioambiental. Na sede do INEMA em Barreiras, foi realizada uma reunião estratégica para apresentar o Plano de Trabalho do Programa de Apoio às Comunidades Rurais da Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio de Janeiro (APA BRJ).


Luciana Sarno (Coordenadora Institucional) presente na reunião no INEMA/Barreiras - Arquivos IPB 2025


O encontro, que contou com a participação de 10 representantes (sendo 6 mulheres e 4 homens), teve como objetivo socializar informações críticas, validar metodologias e consolidar o Comitê Gestor do programa.

Conselho Gestor da APA Bacia do Rio de Janeiro - Arquivos IPB 2025

O Programa e Seus Objetivos

O Programa de Apoio às Populações Rurais da APA BRJ visa:

Capacitar agricultores familiares em técnicas agroecológicas.
Melhorar a produção sustentável, com foco em Sistemas Agroflorestais (SAFs) e produtos da sociobiodiversidade.
Fortalecer a governança participativa, garantindo a inclusão de comunidades locais nas decisões.
Alinhar-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e às políticas da APA BRJ.

Destaques da Reunião

1. Histórico e Atuação do IPB

O IPB, com 33 anos de trajetória, foi apresentado como uma referência em permacultura e soluções baseadas na natureza. Seu trabalho abrange todos os biomas baianos, com ênfase em:


  • Segurança hídrica e manejo sustentável do solo.

  • Restauração ambiental e direitos da natureza.

  • Parcerias estratégicas, como UFOB, AABA, Teia dos Povos, INEMA e Solidarius.

2. Contexto do Projeto na APA BRJ

O programa atenderá 20 famílias rurais, principalmente pequenas produtoras de agricultura de subsistência, que enfrentam desafios como:


  • Escassez hídrica.

  • Falta de assessoria técnica.

  • Dificuldades de acesso a mercados institucionais.

  • Necessidade de transição agroecológica.

3. Matriz de Desenvolvimento

O projeto será estruturado em três eixos principais:


  1. Capacitação técnica (oficinas em SAFs e produtos da sociobiodiversidade).

  2. Infraestrutura produtiva (quintais produtivos e áreas coletivas agroflorestais).

  3. Governança participativa (articulação com políticas públicas locais).

4. Metodologia Participativa

Serão adotadas estratégias como:


  • Diagnóstico Rural Participativo (DRP) para mapear necessidades.

  • Dias de campo demonstrativos.

  • Formação de multiplicadores locais.

5. Formalização do Comitê Gestor do Projeto

O Comitê foi ampliado com a inclusão de 3 novos membros, representando:


  • Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Barreiras.

  • UNEB (Universidade do Estado da Bahia).

  • Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

Desafios Superados

Apesar de alguns obstáculos iniciais, como:


  • Desconfiança de conselheiros e comunidade devido a experiências negativas com projetos anteriores.

  • Articulação entre diferentes atores com interesses conflitantes (associações, empresas, universidades).


O diálogo transparente e a abordagem participativa garantiram o engajamento e a confiança dos participantes.

Próximos Passos

  • Reunião do Comitê Gestor em maio/2025 para detalhar o plano de trabalho.

  • Mobilização de recursos para intercâmbios técnicos e aquisição de insumos agroecológicos.

Conclusão

A Reunião foi marco importante para consolidar a primeira etapa do programa, estabelecendo as bases para:

🔹 Capacitações técnicas.
🔹 Fortalecimento da governança local.
🔹 Melhoria da qualidade de vida das comunidades rurais.


O IPB segue comprometido em transformar realidades através da permacultura, da agroecologia e da economia solidária garantindo um futuro mais justo e sustentável para todos e construindo junto comunidades resilientes numa perspectiva da Cultura da Permanência.


#Permacultura #Agroecologia #Sustentabilidade #APA_BRJ #IPB




Instituto de Permacultura da Bahia (IPB)
Cultivando soluções para um mundo melhor.


terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Ação do Movimento Em Defesa do Abaité: Fortalecendo a Comunidade e a Cultura


O Instituto de Permacultura da Bahia tem o prazer de compartilhar mais uma importante ação do projeto Em Defesa do Abaité (GF 205/2023), firmado com o FUNDO CASA. Recentemente, foi realizado mais um estudo de campo no território do Abaité em parceria com o curso de Geografia da UERJ. Esta iniciativa foi guiada pela talentosa artista e educadora local, Clara Domingas, mestra em Antropologia pela UFBA, curadora e Coordenadora do Coletivo IPB Itapuã - Cultura da Permanência e também integrante do Fórum Permanente de Itapuã e do Coletivo Nosso Quilombo.

A Experiência do Estudo de Campo

Nesta segunda turma recebida, tivemos a honra de contar com a participação de nossos amigos e parceiros, a Maria Marly Souza Muritiba (@marly1447), Sônia Holística (@sonia_v_holistica) e Seu Muzenza (@jhonsartriane), parceiros e ativistas constantes do Fórum Permanente de Itapuã e também se uniram os professores Luis Paulo Silva e Thiago Roniere Tavares. O envolvimento de acadêmicos e educadores populares da comunidade é fundamental para a troca de saberes e a valorização das práticas locais.

Durante essa ação, também celebramos um momento significativo: os 10 anos do Busto de Mãe Gilda, fundadora do Axé Abassá de Ogum, que foi vítima do racismo religioso. Este é um dos problemas mais graves enfrentados pelo nosso território, que ainda carece do reconhecimento como território indígena e afro-brasileiro por parte dos poderes públicos.

O Fortalecimento da Rede

Agradecemos a todos que têm contribuído para o fortalecimento dessa rede de aprendizados, proteção e formação, que já gerou artigos acadêmicos e uma rica produção de conteúdo para a mídia independente. É através dessas iniciativas que conseguimos visibilizar as questões que afetam o território de Itapuã e promover a defesa do ecossistema de restinga do Abaité, um sítio sagrado que é patrimônio ancestral.

Junte-se a Nós!

Continuamos a somar vozes na defesa do Abaité, afirmando: Abaité, Sujeito de Direitos! A luta pela preservação do nosso patrimônio cultural e ambiental é uma responsabilidade coletiva, e cada ação conta.

Siga-nos nas redes sociais e acompanhe nossas atividades!

Clara Domingas
Coordenadora Territorial Coletivo IPB Itapuã

---

Essa ação é um exemplo do compromisso do Instituto de Permacultura da Bahia com a promoção da justiça social e ambiental, e na sua ação como instituição de fomento da Cultura da Permanência e do Bem Viver. Vamos juntos em defesa do Abaité!

terça-feira, 27 de agosto de 2024

DIÁLOGOS COM OS POVOS TEIA DOS POVOS - Floradas - Nas trilhas da arqueologia

A série documental baiana ‘Floradas - Nas trilhas da arqueologia' estreia na TVE nesta segunda (16). Dirigida por Anderson Soares Caldas, retrata a história de uma ativista ambiental que tenta mostrar o descontrole climático como consequência do agronegócio desenfreado, e a agroecologia como um caminho para salvar o planeta. Com oito episódios, a obra será exibida de segunda a sexta-feira, sempre às 18h.

A série documental baiana ‘Floradas - Nas trilhas da arqueologia' estreia na TVE nesta segunda (16). Dirigida por Anderson Soares Caldas, retrata a história de uma ativista ambiental que tenta mostrar o descontrole climático como consequência do agronegócio desenfreado, e a agroecologia como um caminho para salvar o planeta. Com oito episódios, a obra será exibida de segunda a sexta-feira, sempre às 18h. 

Mesclando documentário e ficção, a série Floradas - Nas trilhas da agroecologia busca conscientizar para um modo equilibrado de explorar a natureza através da história da protagonista Flora, que com a iminência da extinção das abelhas, as mudanças climáticas e a escassez dos alimentos, tenta curar o mundo e a si mesma. Viajando por cinco biomas, ela vivencia várias experiências de agricultores e suas relações com a sustentabilidade ecológica, econômica e social. No primeiro episódio, Flora decide transformar a terra dos pais em uma agrofloresta, mas precisa inevitavelmente reencontrar Henrique, administrador da fazenda, ex-noivo, e defensor do agronegócio. Esse encontro desafiador traz lembranças de vivências fundamentais para sua transformação. 

Com produção executiva de Aline Cléa e Leonardo Silva, o trabalho é resultado do ‘Bahia na Tela’, o maior edital de fomento à produção audiovisual para a televisão, a partir da parceria entre o Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb) e a Agência Nacional de Cinema (Ancine), via Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).



terça-feira, 20 de agosto de 2024

Permacultura no Projeto Pipoca e Paisagem


Gabriela de Toledo, Clara Domingas e Francisleide Ribeiro Pustilnik estarão no Projeto Pipoca e Paisagem 🌱🎬

Estamos animados em anunciar que Gabriela de Toledo, permacultora e membro da diretoria do Instituto de Permacultura da Bahia (IPB), Clara Domingas, coordenadora colegiada do IPB, e Francisleide Ribeiro Pustilnik, diretora do Instituto Voar, participarão do Projeto Pipoca e Paisagem! O evento acontecerá no dia 23 de agosto, às 18h, no auditório Mastaba da Faculdade de Arquitetura da UFBA. 🏛✨


Neste encontro, elas compartilharão suas experiências em permacultura e discutirão como essas práticas podem contribuir para a sustentabilidade e a harmonia com a natureza. O tema em destaque será "parceiros da floresta", que aborda uma bioeconomia que preserva a natureza. A discussão se concentrará em como essa bioeconomia de preservação pode ser implementada sem que as comunidades percam sua autonomia, considerando o contexto capitalista. 🌍💚🌍💚


É uma ótima oportunidade para aprender e refletir sobre a integração entre comunidade e academia. Venha se inspirar e participar dessa conversa enriquecedora! Esperamos você lá! 🙌😊

#PipocaEPaisagem #Permaculturabahia #institutodepermaculturadabahia #Sustentabilidade #IPB #InstitutoVoar #EducaçãoAmbiental #parceirodafloresta #ODS14

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

O Papel do Instituto de Permacultura da Bahia na Criação da Frente Parlamentar Global pelos Direitos da Natureza


O Instituto de Permacultura da Bahia (IPB) tem se destacado como um agente de transformação na luta pela sustentabilidade e pela proteção dos direitos da natureza. Recentemente, o IPB tem atuado ativamente na proposição da criação da Frente Parlamentar Global pelos Direitos da Natureza, um esforço que visa reconhecer e implementar os direitos da natureza em nível legislativo.

Engajamento nas Reuniões da Frente Parlamentar

Desde sua proposta inicial em 2021, durante as atividades paralelas da COP26, a Frente Parlamentar Global pelos Direitos da Natureza reúne representantes de diferentes países, incluindo parlamentares, deputados e chefes do poder executivo. O IPB está agora participando das reuniões de 2024, trazendo seu acúmulo em permacultura, cultura de permanência, biodiversidade e preservação ambiental. A contribuição do instituto se esforça para sensibilizar os legisladores sobre a importância de reconhecer a natureza como sujeito de direitos, promovendo uma legislação que respeite e proteja o meio ambiente.

Além disso, o IPB se insere, nesse momento atual, em um movimento global mais amplo, que inclui a Aliança Global pelos Direitos da Natureza e a Aliança Latino-Americana de Direitos da Natureza. Essas iniciativas visam fortalecer a proteção dos direitos da natureza em diversas legislações ao redor do mundo, promovendo uma mudança de paradigma na forma como nos relacionamos com o meio ambiente.

Ações Locais e Conexão com Abaeté

No entanto, o trabalho do IPB não se limita ao cenário global na incidência política. Em Itapuã, uma bioregião rica em cultura e biodiversidade, o instituto colabora com coletivos locais para promover ações que impactam diretamente a comunidade. As caminhadas patrimoniais e os xirês patrimoniais são iniciativas que buscam demarcar conflitos de terra, culturais e ambientais, conscientizando a população sobre a importância do patrimônio local e incentivando a união em torno do tombamento da área de Abaeté.

Abaeté é um território sagrado, onde se manifestam lendas, rituais e a religiosidade afroameríndia. Suas áreas de restinga, dunas e lagoas são cruciais para o equilíbrio ambiental e a preservação da Mata Atlântica. O IPB se dedica a correlacionar a cultura local com a paisagem natural, buscando proteger esse rico patrimônio cultural e ambiental.

Luta Pela Dignidade Cultural e Ambiental

O IPB vai além da preservação ambiental; ele abraça a luta pela dignidade cultural. Ao fortalecer a cultura local e elevar a biodiversidade, o instituto promove um modelo de desenvolvimento sustentável que respeita tradições e conhecimento ancestral. A atuação do IPB em rede, em prol do reconhecimento de Abaeté como Patrimônio Cultural de Salvador, é uma oportunidade para todos se unirem em defesa desse legado. Essa luta é essencial para garantir que a riqueza cultural e ambiental seja preservada para as futuras gerações.

Desempenhamos um papel que está alinhado a nossa política institucional de fomento a cultura da permanência, e o passo que damos, tanto nas esferas globais quanto locais, conecta a luta pelos direitos da natureza com a valorização cultural e a proteção ambiental. Essa atuação é um exemplo inspirador de como podemos trabalhar em prol de um mundo mais sustentável e equilibrado. 🌿




quinta-feira, 25 de julho de 2024

Permacultura Brasileira: Um Olhar Decolonial, Periférico e Feminista


Hoje, enquanto celebramos o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e homenageamos a coragem de Tereza de Benguela, é oportuno refletir sobre como a permacultura brasileira pode se tornar mais inclusiva, consciente e transformadora. Afinal, a permacultura não é apenas sobre técnicas agrícolas ou design de espaços; é um convite para repensarmos nossa relação com a terra, com os outros seres vivos e com nós mesmos.

Decolonizando a Permacultura

A permacultura, em sua essência, busca harmonia e sustentabilidade. No entanto, muitas vezes, suas práticas e conceitos são moldados por uma perspectiva eurocêntrica, ignorando saberes ancestrais e as vozes das comunidades marginalizadas. Para uma permacultura brasileira verdadeiramente transformadora, precisamos descolonizar nosso pensamento e prática:

  1. Desaprendendo e Reaprendendo: Vamos questionar os padrões impostos, aprender e abrir espaços para as culturas indígenas e quilombolas. Suas relações com a terra são profundamente enraizadas, e seus conhecimentos sobre agroflorestas, manejo de água e biodiversidade são inestimáveis.

  2. Valorizando a Diversidade: A permacultura deve ser um espaço acolhedor para todas as vozes. Isso significa ouvir e aprender com as mulheres, as mulheres negras, as comunidades LGBTQIA+ e os povos tradicionais. Suas experiências e saberes são fundamentais para uma permacultura mais rica e resiliente e sem eles no pensar e fazer a permacultura é incompleta, parcial.

O Olhar Periférico

A permacultura brasileira não pode ignorar as realidades das periferias urbanas e rurais. Aqui estão algumas maneiras de incorporar um olhar periférico:

  1. Espaços Urbanos: Nas cidades, a permacultura pode transformar terrenos baldios em hortas comunitárias, criar sistemas de captação de água da chuva em favelas e promover a educação ambiental em escolas públicas e formar jovens em permacultura para que eles criem a partir de suas histórias.

  2. Acesso à Terra: Muitas comunidades periféricas enfrentam dificuldades para acessar a terra. A permacultura deve lutar por reforma agrária e pela democratização do acesso aos recursos naturais.

Feminismo na Permacultura

As mulheres têm sido pilares da sustentabilidade e da resistência. Aqui está como o feminismo pode fortalecer a permacultura:

  1. Equidade de Gênero: A permacultura deve garantir que as mulheres tenham igualdade de oportunidades e voz nas decisões. Isso inclui reconhecer o trabalho invisível das mulheres nos sistemas alimentares, o cuidado é feminino e o formar e falar sobre cuidado é do campo feminino.

  2. Conexão com o Corpo e a Terra: O feminismo nos lembra da importância da conexão com nosso corpo e com a terra. A permacultura pode ser um espaço para essa reconexão, valorizando a intuição e a sensibilidade.


Neste Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebremos não apenas com palavras, mas com ações concretas. Que a permacultura brasileira seja um terreno fértil para a justiça social, a diversidade e a cura da terra e de nossos corações. 🌱🌍💚 .

segunda-feira, 22 de julho de 2024

PRÉ-JORNADA AGROECOLÓGICA DO TERRITÓRIO DE ITAPUÃ 30/08 à 01/09/24

 



O Instituto de Permacultura da Bahia (IPB) tem o prazer de anunciar a sua rede a PRÉ-JORNADA AGROECOLÓGICA DO TERRITÓRIO DE ITAPUÃ: TOMBAMENTO DO ABAITÉTeia do Povos - Itapuã, que ocorrerá de 30 de agosto a 1º de setembro de 2024.

O sagrado território de Itapuã, uma comunidade tradicional de pescadores, tem resistido bravamente desde os anos 1950 contra a exploração imobiliária e as invasões que descaracterizaram e desmataram a região. Mesmo diante dessas adversidades, a comunidade mantém vivos seus costumes e tradições itapuãzeiras.

Atualmente, a luta dos movimentos sociais é pela proteção dos modos de vida tradicionais e pela preservação do que resta da Mata Atlântica e da restinga da APA Lagoas e Dunas do Abaeté e biorregião, que se conecta com outras localidades de Salvador e RMS.

A pré-jornada, atividade da Teia do Povos - Itapuãé fruto da articulação de diversos grupos e coletivos do território de Itapuã, que juntos estão preparando uma programação especial para envolver toda a comunidade e receber pessoas de diversas frentes de luta pelo bem viver. É uma aliança entre povos indígenas, quilombolas, ciganos, povos do campo e das cidades, tanto a nível nacional quanto internacional. 

Essa ação da Teia está muito alinhada com a existência do Coletivo IPB - Cultura da Permanência, aproximando novamente o IPB da TEIA DOS POVOS. A Colegiada do IPB atua na construção da relação entre a instituição e os povos do Território de Itapuã. Clara Domingues, assessora do IPB, atuante em diversos coletivos do território, tem desempenhado um papel fundamental nesse alinhamento, atuando nas caminhadas patrimoniais de Abaité e nos Xirês Patrimoniais, projetos captados pelo IPB, além de ser curadora e tecelã do projeto piloto do Coletivo IPB - Cultura da Permanência Itapuã/Abaité no território. Luciana Sarno, nossa coordenadora institucional, vem atuando na construção do papel concreto e significativo do IPB ao lado dos povos e coletivos do Território de Itapuã. 

Temos certeza que esta será a primeira de muitas pré-jornadas. Este ano, em especial, será uma preparação para a VIII JORNADA AGROECOLÓGICA DA TEIA DOS POVOS EM SALVADOR-BA, que acontecerá em janeiro de 2025.

Fiquem atentas, atentos pois em breve irão divulgar a programação no site da Teia. Será um evento sustentável, repleto de atividades diversas no território!

Axé !!!


quinta-feira, 18 de julho de 2024

Celebrando o Legado de Nelson Mandela no Dia Internacional



Hoje, 18 de julho, é o Dia Internacional Nelson Mandela, uma data que nos convida a refletir sobre a vida e os ensinamentos desse líder extraordinário. Como Instituto de Permacultura da Bahia, não poderíamos deixar de homenagear a memória e o legado de Mandela, pois sua visão de um mundo mais justo, pacífico e sustentável ecoa profundamente com os princípios éticos da permacultura.

Nelson Mandela, também conhecido carinhosamente como Madiba, foi um verdadeiro herói da luta pelos direitos humanos. Sua jornada de combate ao apartheid na África do Sul e sua defesa incansável da igualdade e da reconciliação nos inspiram a seguir seus passos em direção a uma sociedade mais inclusiva e harmoniosa.

Assim como a permacultura, Mandela acreditava que a mudança real só pode acontecer quando nos unimos em torno de um propósito comum. Sua abordagem de diálogo, paciência e trabalho conjunto para transformar realidades é um exemplo vivo de que é possível superar divisões e construir um futuro melhor para todos.

Ao relembrarmos os feitos de Mandela, somos lembrados de que a justiça social e a preservação do meio ambiente andam de mãos dadas. Seu compromisso com a dignidade humana e sua visão de uma sociedade diversa e resiliente ressoam profundamente com os princípios da permacultura de cuidar das Pessoas, cuidar da Terra e compartilhar os Excedentes.

Neste Dia Internacional Nelson Mandela, convidamos a todos, todas e todes membros da nossa comunidade permacultural a se unirem a nós em uma celebração da vida e do legado desse líder inspirador. Que suas palavras e ações continuem a nos guiar em direção a um mundo mais justo, sustentável e amoroso, onde a diversidade seja valorizada e a paz seja o caminho.



A vida e o legado de Nelson Mandela inspiram profundamente o movimento da permacultura e a busca pela sustentabilidade de diversas maneiras:

1. Justiça social e equidade: A luta incansável de Mandela contra o apartheid e sua defesa dos direitos humanos refletem a preocupação da permacultura em promover a justiça social e a igualdade de oportunidades para todos. Assim como Mandela, a permacultura busca criar sistemas que beneficiem a todos, sem discriminação.

2. Reconciliação e diálogo: A abordagem de Mandela de reconciliação e diálogo para superar divisões e transformar realidades é fundamental para a permacultura. Essa filosofia de trabalhar em conjunto, com respeito e compreensão mútua, é essencial para a construção de comunidades sustentáveis.

3. Cuidado com as pessoas: O compromisso de Mandela em defender a dignidade e os direitos das pessoas, especialmente dos grupos marginalizados, está alinhado com o princípio da permacultura de cuidar das pessoas. Ambos reconhecem que o bem-estar humano é crucial para a sustentabilidade a longo prazo.

4. Respeito à diversidade: Mandela valorizava a diversidade cultural e étnica, reconhecendo a riqueza que ela traz. Da mesma forma, a permacultura enfatiza a importância de cultivar sistemas diversos e resilientes, refletindo a compreensão de que a diversidade é essencial para a sustentabilidade.

5. Visão de longo prazo: Assim como a permacultura, Mandela tinha uma visão de longo prazo para a transformação social e a construção de um mundo melhor. Sua determinação em lutar por um futuro mais justo e inclusivo inspira as permacultoras e permacultores a adotarem uma perspectiva de longo prazo em seus projetos e iniciativas.

6. Ética e integridade: A integridade e os princípios éticos de Mandela, como a não violência e a busca pela verdade, ressoam com a ética da permacultura, que estabelece limites claros para a interação com o meio ambiente e com as pessoas.

Ao refletirmos sobre a vida e o legado de Nelson Mandela, somos lembrados de que a luta pela justiça social, a preservação do meio ambiente e a construção de comunidades sustentáveis estão intrinsecamente ligadas. Sua inspiração continua a guiar o movimento da permacultura em sua missão de criar um mundo mais justo, resiliente e em harmonia com a natureza.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Roda Permacultural de Outubro - Permacultura Social





Permacultura como movimento já consolidou a maioria dos conhecimentos, ferramentas e recursos que precisamos para criar uma sociedade regenerativa no sentido físico, no sentido estrutural do design, isso é fato. Experimente pesquisar sistema de energia solar ou Bioconstrução, ou ainda sistema de saneamento ecológico. Você vai encontrar centenas de livros, artigos e tutoriais. Certamente podemos sintonizar nestes canais e com essas propostas, a partir daí, experimentar. No entanto, a tarefa mais difícil neste momento planetário está em transformar nossos sistemas sociais e invisíveis. 

Isso se torna ainda mais crucial quando trabalhamos, compartilhamos a permacultura fora da esfera privada (quintais, casas, sítios, fazendas, consultoria empresariais) e escolhemos a esfera pública (comunidades tradicionais, saneamento comunitário urbano, regeneração emocional coletiva, governança institucional, comunicação sem cinismos estruturais, partilha de excedentes, informação de código aberto, etc).

Uma pergunta sempre nos instigou. Como você pratica a partilha justa em um sistema econômico que se baseia na acumulação e manutenção da desigualdade? Como você incide politicamente para mudar as leis e tornar os sistemas propostos pela permacultura algo possível enquanto política pública? Como você aprende a colaborar solidariamente em processos coletivos? Como desenvolver a empatia num sistema egoísta e de trocas pautadas na monetização?

Estas são perguntas importantes que precisa urgentemente de fala e co-construção. Podemos usar a ética e os princípios da Permacultura para nos guiar, em qualquer instância.  Neste sentido, convidamos a todas e todos para mais uma Roda Permacultural de trocas e construções no sentido de sonhar, planejar e executar um design de uma sociedade verdadeiramente do bem viver !

----

Luciana Sarno Niloufer é Educadora Social, Gestora Ambiental e Permacultora Social, Doula, com aperfeiçoamento em Design e Implementação de Ecovilas  pelo Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado (IPEC) e PDC (curso de planejamento em permacultura) pelo IPB. Tem larga experiência na área de gestão ambiental, economia solidária, educação. Atuou em pesquisa tecnológica no Laboratório de Pesquisa Ambiental e Geotecnologias da Unifacs, onde adquiriu experiência na área de diagnóstico ambiental para o gerenciamento de áreas contaminadas, avaliação do passivo ambiental, implantação de agroecossistemas e programas de educação ambiental. Foi membro do GICMAR (Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências do Mar) e LAGEO (Laboratório de Pesquisa Ambiental e Geotecnologias da Unifacs) UNIFACS/CNPq. Hoje está atuando no terceiro setor, faz parte do Conselho Diretor da instituição, servindo como Diretora Presidente.