terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Ação do Movimento Em Defesa do Abaité: Fortalecendo a Comunidade e a Cultura


O Instituto de Permacultura da Bahia tem o prazer de compartilhar mais uma importante ação do projeto Em Defesa do Abaité (GF 205/2023), firmado com o FUNDO CASA. Recentemente, foi realizado mais um estudo de campo no território do Abaité em parceria com o curso de Geografia da UERJ. Esta iniciativa foi guiada pela talentosa artista e educadora local, Clara Domingas, mestra em Antropologia pela UFBA, curadora e Coordenadora do Coletivo IPB Itapuã - Cultura da Permanência e também integrante do Fórum Permanente de Itapuã e do Coletivo Nosso Quilombo.

A Experiência do Estudo de Campo

Nesta segunda turma recebida, tivemos a honra de contar com a participação de nossos amigos e parceiros, a Maria Marly Souza Muritiba (@marly1447), Sônia Holística (@sonia_v_holistica) e Seu Muzenza (@jhonsartriane), parceiros e ativistas constantes do Fórum Permanente de Itapuã e também se uniram os professores Luis Paulo Silva e Thiago Roniere Tavares. O envolvimento de acadêmicos e educadores populares da comunidade é fundamental para a troca de saberes e a valorização das práticas locais.

Durante essa ação, também celebramos um momento significativo: os 10 anos do Busto de Mãe Gilda, fundadora do Axé Abassá de Ogum, que foi vítima do racismo religioso. Este é um dos problemas mais graves enfrentados pelo nosso território, que ainda carece do reconhecimento como território indígena e afro-brasileiro por parte dos poderes públicos.

O Fortalecimento da Rede

Agradecemos a todos que têm contribuído para o fortalecimento dessa rede de aprendizados, proteção e formação, que já gerou artigos acadêmicos e uma rica produção de conteúdo para a mídia independente. É através dessas iniciativas que conseguimos visibilizar as questões que afetam o território de Itapuã e promover a defesa do ecossistema de restinga do Abaité, um sítio sagrado que é patrimônio ancestral.

Junte-se a Nós!

Continuamos a somar vozes na defesa do Abaité, afirmando: Abaité, Sujeito de Direitos! A luta pela preservação do nosso patrimônio cultural e ambiental é uma responsabilidade coletiva, e cada ação conta.

Siga-nos nas redes sociais e acompanhe nossas atividades!

Clara Domingas
Coordenadora Territorial Coletivo IPB Itapuã

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Essa ação é um exemplo do compromisso do Instituto de Permacultura da Bahia com a promoção da justiça social e ambiental, e na sua ação como instituição de fomento da Cultura da Permanência e do Bem Viver. Vamos juntos em defesa do Abaité!

sábado, 12 de outubro de 2024

Plantas notáveis da Reserva Particular do Patrimônio Natural RPPN Serra das Almas de Rio de Contas

 

Esta cartilha e-book é fruto de uma pesquisa de mestrado e de estudos coletivos sobre a biodiversidade da Serra das Almas de Rio de Contas e sobre formas de interações harmônicas com este ambiente. A pesquisa objetivou a elaboração de proposta ao Programa de Educação Ambiental da RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural - Serra das Almas de Rio de Contas - RPPN SARC, contribuindo no cumprimento da função social, econômica e ecológica da área.  

A RPPN SARC, uma modalidade de unidade de conservação criada por iniciativa de seus proprietários guardiões (Portaria n° 72, de 25/06/2014 do ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), protege 266,29 hectares e importantes nascentes na microbacia do riacho Junco. Ela foi criada em 2014, juntamente a outras cinco RPPNs contíguas e este processo foi executado pelo Instituto de Permacultura da Bahia e apoio financeiro da Fundação SOS Mata Atlântica. Estas e outras unidades de conservação existentes no município - Parque Municipal Serra das Almas (Decreto n° 01/2002) e a Área de Proteção Ambiental - APA Serra do Barbado, formam um mosaico de áreas protegidas neste território de Cerrado Rupestre nas terras de altitude da Chapada Diamantina. Correspondem a um importante habitat de espécies relevantes da flora (cacto-garrafa - Arrojadoa luetzelburgii, Turnera luetzelburgii) e fauna (bugio - Alouatta Caraya, jaguatirica - Leopardus pardalis, tamanduá mirim - Tamandua tetradactyla, mocó - Kerodon rupestres, tatu - Dasypus septemcinctus), além de duas espécies de aves (beija-flor- de gravata - Augastes lumachela), muitos deles endêmicos da Chapada Diamantina.

Além da biodiversidade, estas UCs que ocupam parte significativa da bacia hidrográfica do rio Brumado e do Reservatório de Águas Luiz Vieira, contribuem de forma preponderante para a produção de água na região, utilizada por diversos públicos, para diversos fins (abastecimento humano, agricultura irrigada etc.) e por diferentes municípios a jusante.

Para baixar a cartilha acesse o link público: https://terabox.com/s/1qDoKMhDDlCLi0krmpOlX2w